sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Gripe A e a saúde em Portugal

No Dia 26 de Setembro de 2009, arrancou a campanha de vacinação contra a Gripe A.
Francisco George, Director Geral de Saúde, foi um dos primeiros portugueses a estrear a vacina contra a Gripe A. A primeira fase de Vacinação teve por objecto 54 mil pessoas. No primeiro momento terão prioridade grávidas com doença associada, profissionais de saúde insubstituíveis e trabalhadores de áreas essenciais.
Contudo todo este processo está envolto em algumas duvidas e incertezas que vão surgindo das mais diversas fontes, nomeadamente de governos de países que se mostram bastante apreensivos.
O Reino Unido, através da Agência de Protecção de Saúde, entidade responsável pela supervisão da saúde pública, revela que a vacina da gripe A pode provocar uma doença neurológica grave, a síndrome Guillain-Barré, que causa paralisia, insuficiência respiratória e pode levar à morte. O documento cita o exemplo de uma vacina semelhante nos Estados Unidos, em 1976, que causou mais mortes do que a gripe.
De referir igualmente que a vacina que está a ser usada em Portugal contra a gripe A não foi aprovada pelos Estados Unidos por conter substâncias na sua composição que podem alegadamente causar danos à saúde dos que a tomam. Trata-se da Pandemrix, vacina aprovada pela Organização Mundial da Saúde e escolhida pela Agência Europeia do Medicamento para ser usada em todos os Estados membros.
Enquanto as duvidas vão surgindo sobre a relação benefício-risco da utilização em massa da Vacina da Gripe A escolhida em Portugal, as autoridades de saúde nacionais têm vindo a fazer declarações de modo a afastar as duvidas dos cidadãos e que ponderados todos os aspectos relativos à qualidade, segurança e eficácia de um medicamento, foi estabelecida uma relação benefício-risco, onde o Beneficio é claramente superior.
Ainda assim este tipo declarações genéricas são pouco animadoras, porquanto vão surgindo cada vez mais duvidas quanto á utilização da Vacina, nomeadamente dentro do seio da comunidade médica nacional.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Corrupção em Portugal

A palavra corrupção deriva do latim “corruptus” que, numa primeira acepção, significa quebrado em pedaços e numa segunda acepção, apodrecido, pútrido. Por conseguinte, o verbo corromper significa tornar pútrido, podre.
Em termos do quadro legal estão previstos no Código Penal Português, três variantes de corrupção e a saber. Corrupção Passiva para Acto Ilícito (artigo 372º); Corrupção Passiva para Acto Licito (artigo 373º) e Corrupção Activa (artigo 374º).
De acordo com o Procurador-Geral da Republica “não há ainda em Portugal uma consciência ética forte que censure a corrupção”, comentando um estudo segundo o qual “os portugueses são permissivos face à corrupção”.
Um estudo denominado «Dez mitos sobre a governação e corrupção», garante que a diminuição da corrupção poderia pôr Portugal na senda do desenvolvimento, ao mesmo nível da Finlândia.
Maria José Morgado, defende que se devem acompanhar as actividades de maior risco de corrupção, como "as grandes obras públicas, as alterações dos Planos Directores Municipais" e vigiar as "suspeitas de branqueamento de capitais".
A Transparency International – The Global Coalition Against Corruption, coloca Portugal entre os países da UE com um maior nível de corrupção. ( ver mapa) . http://www.transparency.org/

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dia 27 de Outubro - Dia da Cidade Lagos e de S. Gonçalo de Lagos

Nascido por volta do ano de 1360, em Lagos, S. Gonçalo viria a falecer em Torres Vedras, no ano de 1422, apesar da referência a 1445 nas conclusões dos processos para a beatificação e canonização de Gonçalo de Lagos.
Cerca de 1380 abraçou a vida religiosa. Entre 1394 e 1396 Frei Gonçalo teria sido Prior do Convento de S. Lourenço, na Lourinhã. Em Maio de 1404 Frei Gonçalo de Lagos era prior do Convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa.
Testemunha-o um documento, aliás único, contemporâneo de Gonçalo, do cartório daquele convento.
Em 1408 inicia um priorado no convento dos agostinhos de Santarém e, a partir de 1412, o priorado do convento de Nossa Senhora da Graça de Torres Vedras, cargo que ocupará até à sua morte, fixada em 15 de Outubro de 1422.
Quanto aos milagres promovidos por S. Gonçalo, o seu maior número recai sobre a vila e termo de Torres Vedras, sendo notório um esforço de autenticação dos mesmos, por parte do prior do Convento de Nossa Senhora da Graça, Frei Leonel, nos anos de 1489 e 1490.
Um esforço necessário para ampliar uma devoção estritamente local e que representaria certamente outras pretensões, sobretudo se tivermos em conta um equilíbrio de forças perante o então recentemente fundado Convento franciscano de Santo António do Varatojo, inaugurado em 1474.
Estava em causa o prestígio do Convento e da Ordem.
O mesmo acontece com as relíquias de Frei Gonçalo, uma vez que «a sua posse contribuía para o engrandecimento da pessoa ou instituição, da localidade ou do espaço regional, da pátria ou nação que detinha e agitava os seus poderes, do religioso ao social, passando pelo económico e pelo ideológico».
Frei Gonçalo de Lagos era beatificado, por autorização de Pio VI, de 27 de Maio de 1778.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Pelourinho - Temos Um....

Os pelourinhos eram símbolos da jurisdição, dos direitos e deveres de uma determinada população e autonomia dos concelhos, erguiam-se normalmente na praça ou largo fronteiro dos Paços do Concelho, são marcos representativos da história local e da tradição política portuguesa.
Compunham-se geralmente de um pilar ou coluna de pedra, com forma mais ou menos artística, encimada por um capitel, e servia-lhe de base um rectângulo elevado acima do nível do solo por duas ou três ordens de degraus. Alguns tinham quatro varões de ferro no capitel terminados em forma de gancho, sendo este por vezes substituído por uma argola móvel.
Eram os locais onde os criminosos eram expostos à vergonha. Ao contrário do pelourinho, a forca estava fora da povoação, e em lugar alto para que pudesse ser vista e aterrorizar os malfeitores.
Uma postura municipal de 1304, manda que todo o padeiro e carniceiro que tivesse pesos falsos, pagasse cinco soldos, e que fosse acorrentado ao pelourinho.
Era comum afixar nos pelourinhos os editais da gente da governança, os anúncios judiciais e fiscais.
Depois de 1834 muitos deles foram demolidos porque para muitos simbolizavam a opressão e o despotismo.
A cidade de Lagos tem o seu prórpio Pelourinho, estando o mesmo exposto no Museu Municipal da Cidade, estando prevista a sua colocação na Praça do Infante.

Veni, Vidi, muitas vezes sem Vici



As grandes vitórias são, por vezes um prelúdio de grandes derrotas tal como as derrotas podem ser o prenúncio de grandes vitórias num quadro moral, político e, mais tarde, militar. O Paralelismo histórico da batalha de Borodino em 1812 e da batalha das Termópilas no Verão de 480 a.C coloca-nos perante questões de uma profundidade civilizacional ímpar. Em ambas as situações, dois “mundos” se embateram tendo o poder de mudar o curso da história de forma arrebatadora. Os agressores viriam espalhar através da força a sua “boa nova” e, ao invés, os defensores imbuídos de um espírito conservador defenderiam o seu modo de vida. No meio disto tudo, milhões de “peões” foram sacrificados por idealismo ou por simples coerção.
É insólito pensar de que pelo feito grandioso dos famosos 300 comandados por Leónidas adviria a sobrevivência da “Demo Cracia”. Seria o sistema Espartano de apuramento da raça, de onde brota a raíz do Fascismo e do Ditado a dar o tónico essencial para a defesa do mundo Helénico . Os Ideais da revolução Francesa ( Liberdade Igualdade e Fraternidade), ainda que transfigurados por um Imperador, seriam vencidos por uma sociedade Feudal negadora dos direitos dos Homens. Em consequência, as antigas Monarquias Absolutistas seriam defendidas contra este mal chamado “liberdade” que despertou na Europa as consciências das identidades nacionais.
No dia 19 de Outubro de 1812, Napoleão Bonaparte abandonava Moscovo . Do seu “Grand Armee” de mais de meio milhão de homens apenas retornaram a casa pouco menos de quarenta mil. O “General Inverno “ teve um papel fundamental no desfecho da campanha tal como iria acontecer 129 anos mais tarde com as tropas do Terceiro Reich.
Num contexto “macro histórico” é possível entender quão épica é a nossa história enquanto espécie. Deste modo, é muito difícil achar grandiosidade e sentido na mesquinhez, pois na longevidade individual reside muitas vezes o vazio entre os grandes saltos evolutivos.

Tomada de Posse da Assembleia Municipal

Hoje, dia 21 de Outubro de 2009, pelas 17:30 no Auditório do Centro Cultural de Lagos, terá lugar a tomada de posse dos cidadãos eleitos Deputados Municipais, no sufrágio universal e directo do acto eleitoral realizado no dia 11 de Outubro de 2009.
A cerimónia é aberta a todos aqueles que pretendam assistir.



segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Propaganda Institucional


A Propaganda Institucional, bem administrada, tem objectivos de promover e diferenciar acções, estratégias e planos de responsabilidade social de empresas / órgãos públicos que prezam pelo crescimento de sua comunidade, cultura, educação e/ou preservação ambiental. Deste modo, como em qualquer outra ferramenta do marketing, quando executada levando em consideração a ética, sem menosprezar a capacidade de discernimento e a inteligência do público envolvido, proporciona que consumidores optem entre organizações concorrentes que atendam ou não aos interesses sociais.
Esta estratégia de comunicação equilibra as expectativas do público ao lucro de determinada empresa colando à marca, identidade e valores subjectivos pela postura desempenhada e, assim, garantindo-lhe credibilidade.
Entretanto, Propaganda Institucional de má fé é patrocinada normalmente por órgãos interessados em assumir um determinado poder. Esta propaganda Institucional, pode ser política ou partidária, é utilizada para a preparação da população para determinado objectivo, incitando normalmente ao descrédito ou ódio de adversários internos e externos, e ao mesmo tempo, exaltando o amor e as capacidades infinitas de um líder ou movimento.
Geralmente é utilizada para promover a manipulação de informações, de forma a induzir comportamentos ou atitudes na opinião pública, favoráveis ao poder em exercício.
A função deste tipo de publicidade, não é promover produtos, mas antes, Instituições/Movimentos/Lideres, mostrando sempre as suas qualidades e superioridade; de forma repetida e exaustiva para fixar no inconsciente colectivo, atitudes comportamentais favoráveis ao poder instituído, ou que pretende instituir a sua vontade sobre determinado grupo. Este tipo de propaganda visa somente a manipulação da sociedade, de forma subverter a ordem estabelecida, para a preparação da tomada do poder; ou causar a alienação de um determinado segmento populacional, para manter este poder. ( ver Wikipédia – enciclopédia livre ).