sábado, 31 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
PARTIDO SOCIALISTA APROVA "RETAIL PARK" NO CHINICATO CONTRA O COMÉRCIO LOCAL
Na ultima sessão da Assembleia Municipal de Lagos o Partido Socialista aprovou com os seus votos a criação de uma zona para implantação de um "RETAIL PARK" no Chinicato/Lagos.
Isto apesar dos votos contra e argumentos que aduzimos durante a discussão do ponto, e que consubstanciam os sentimentos e angustias do comércio e empresários locais.

Este acto a par do aumento exponencial dos custos operacionais do comercio local, em razão do aumento das taxas municipais, do aumento do preço da água, do parqueamento pago, das restrições de acesso ao centro histórico e da proliferação e não fiscalização da venda ambulante ilegal, fazem com que os comerciantes e pequenas empresas que trabalham em Lagos tenham um horizonte sombrio pela frente face à incapacidade dos seus governantes locais em defenderem e perceberem o fenómeno empresarial local.
Durante estes últimos anos assistimos, por um lado ao investimento dos empresários na melhoria dos seus estabelecimentos por outro á fixação de novos investimentos ( empresas de renome nacional/internacional) que auguravam uma maior vitalidade ao comércio local, contudo tais tentativas de incremento têm esbarrado nos profundos erros de gestão municipal, que têm retirado vitalidade á actividade comercial local, designadamente, com o fecho da escola Gil Eanes, sem uma alternativa à altura para o espaço, encerramento dos serviços municipais que funcionavam nos Paços do Concelho, o encerramento da esquadra de policia ( insegurança), o aumento das taxas municipais, o aumento da água, a proliferação da venda ambulante ilegal, o parqueamento á superfície e enterrado pago, o condicionamento do acesso ao centro histórico com proibições de circulação e incapacidade de dinamização cultural de índole comercial.
Tudo isto espelha a impreparação e desconhecimento profundo da gestão da coisa publica em razão da defesa dos interesses privados, designadamente de forma a promover o desenvolvimento económico de forma sustentada, caracterizado pela criação de uma imagem de marca de cidade diferenciada do resto do Algarve resultante de uma aposta forte no comercio local tradicional.

Em todo o caso, penso que numa altura em que falamos de cidadania e de organização civil de pessoas e movimentos, devem os cidadãos lacobrigenses independentemente da sua cor ou não politica, levantar a sua voz contra aquilo a que se tem assistido.
Estes últimos anos têm sido pautados pela destruição daquilo que mais nos caracteriza como comunidade, lembrem-mo-nos que foi este Partido Socialista de Lagos que:
1) destruiu o caminho de acesso á Meia Praia ( palmares /viveiros ),
2) destruiu a Praia do Porto de Mós com a aprovação de projectos de dimensão elevada pondo em risco até o acesso e estacionamento livre á praia num futuro próximo;
3) permitiu o encerramento quase total da Praia da Dona Ana em razão da incapacidade de promover as obras de reabilitação das falésias e assoreamento da praia;
4) permitiu a proliferação sem regras da venda ambulante ilegal, estando a um passo de colocar parte dela ( a legal) na mais nobre via da nossa cidade ( avenida);
5) criou um buraco orçamental de proporções monumentais ( passivo superior a 73 milhões de euros) pondo em causa a solvibilidade das contas do município;
6) adquiriu um lote para construção da escola tecnopolis por mais de 5 milhões de euros ( nem no Qatar) estando há dois anos lectivos alunos dessa mesma escola a ter aulas em contentores;
7) Aceitou o encerramento do antigo ciclo sem assegurar ai a construção de uma nova escola, deixando ao abandono as estruturas aí existentes e em detrimento efectuando o negócio ruinoso da escola tecnopolis que cabia e sobrava se fosse construída no terreno do antigo ciclo;
8) Promoveu politicas de dependência com a proliferação de subsídios e da criação de empregos precários que perante o actual cenário terá de mais tarde ou mais cedo que destruir;
9) Não teve capacidade para durante os últimos 6 anos negociar o reforço das valências do Hospital de Lagos;

Apelo á intervenção cívica no sentido construtivo de forma séria e com vista à discussão critica das matérias de relevante interesse para a nossa comunidade.
Mais de que um direito é um dever de todos nós como cidadãos intervir neste período negro da nossa comunidade com vista à participação democrática positiva de forma a impedir o cometimento de mais e maiores erros.
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